O que é o SwáSthya Yôga?

"SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga mais completo do mundo, Yôga Ultra-Integral, baseado em raízes muito antigas (Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga). A característica principal é a sua prática ortodoxa denominada ashtánga sádhana." Mestre DeRose

O SwáSthya Yôga é o Yôga Antigo, o próprio Yôga original, naturalista (não-místico), sensorial e desrepressor, codificado no séc. XX pelo Mestre DeRose. É um Yôga extremamente técnico, dinâmico, que não admite misticismo. Um Yôga do período pré-clássico, que respeita a liberdade do praticante e incrementa o bem-estar, descontracção, a alegria, uma sexualidade sadia, prosperidade, o sucesso sócio-económico.

O SwáSthya Yôga tem como característica principal, uma prática completa, ashtánga sádhana que é constituída por oito partes, cujas técnicas são sincronizadas harmoniosamente. Os exercícios brotam uns dos outros mediante passagens, que permitem a existência de verdadeiras coreografias corporais, as quais nenhum outro tipo de Yôga possui.

Finalmente, o SwáSthya Yôga é o único Yôga no mundo que possui regras gerais, ou seja, é o único que oferece auto-suficiência ao praticante.
O SwáSthya Yôga é a sistematização, a codificação da linha Dakshinacharatantrika-Nírishwarasámkhya Yôga, pré-clássica, pré-ariana, pré-vêdica, proto-histórica: a mais antiga, portanto a mais autêntica. As raízes do SwáSthya Yôga são o Tantra e o Sámkhya.

O SwáSthya Yôga tem 8 características (astánga guna):
1) ASHTÁNGA SÁDHANA
A característica principal do SwáSthya Yôga é a sua prática ortodoxa denominada ashtánga sádhana (ashta=oito; anga=parte; sádhana=prática). Trata-se de uma prática integrada por oito partes a saber: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidra, samyama.

2) REGRAS GERAIS DE EXECUÇÃO
Uma das mais notáveis contribuições históricas da nossa sistematização foi o advento das regras gerais, as quais não são encontradas em nenhum outro tipo de Yôga...a menos que venham a ser incorporadas a partir de agora, por influêncioa do SwáSthya Yôga. Já temos testemunhado exemplos dessa tendência em aulas e textos de vários tipos de Yôga em diferentes países, após o contacto com o SwáSthya.
É fácil constatar que as regras e as demais características do nosso método não eram conhecidas nem utilizadas anteriormente: basta consultar os livros de várias modalidades de Yôga publicados antes da codificação do SwáSthya. Em nenhum deles vai ser encontrada referência alguma às regras gerais de execução.
Por outro lado podemos demonstrar que as regras gerais constituíram apenas uma descoberta e não uma adaptação, pois sempre estiveram presentes subjacentemente. Tome por exemplo algumas técnicas, tais como uma anteflexão (paschimôttánásana), uma retroflexão (bhujangásana) e uma lateroflexão (trikônásana), e execute-as de acordo com as regras do SwáSthya Yôga. Depois consulte um livro de Hatha Yôga e faça as mesmas posições seguindo suas extensas descrições para cada técnica. Você vai se surpreender: as execuções serão equivalentes em mais de 90% dos casos. Portanto, existe um padrão de comportamento. Esse padrão foi identificado por nós e sintetizado na forma de regras gerais. Tal facto passou despercebido a tantas gerações de Mestres do mundo inteiro durante milhares de anos e foi descoberto somente na entrada do terceiro milénio da Era Cristã, da mesma forma como a lei da gravidade passou a ser registada pelos grandes sábios e físicos da Grécia, Índia, China, Egipto e do mundo todo, só vindo a ser descoberta recentemente por Newton. Assim como Newton não inventou a gravidade, também não inventamos as regras gerais de execução. Elas sempre estiveram lá, mas ninguém nunca notou. No SwáSthya Yôga as regras ajudam bastante, simplificando a aprendizagem e acelerando a evolução do praticante. Ao instrutor, além disso, poupa um tempo precioso, habitualmente gasto com descrições e instruções desnecessárias.

3) SEQUÊNCIAS COREOGRÁFICAS
Outra importante característica do SwáSthya Yôga é o resgate do conceito primitivo de treinamento, que consiste em execuções mais naturais, anteriores ao costume de repetir técnicas. A instituição do sistema repetitivo é muito mais recente do que se imagina. As técnicas antigas, livres das limitações impostas pela repetição, tornavam-se ligadas entre si por encandeamentos espontâneos. No SwáSthya Yôga esses encadeamentos constituem movimentos de ligação entre os ásanas não repetitivos nem estanques, o que predispõe à elaboração de execuções coreográficas.
Assim, (A) a não repetição, (B) as passagens (movimentos de ligação) e (c) as coreografias (com ásanas, mudrás, bandhas, kriyás, etc.), são consequências umas das outras, reciprocamente, e fazem parte dessa terceira característica do SwáSthya Yôga. As coreografias também não são uma criação contemporânea. Esse conceito remonta ao Yôga primitivo, do tempo em que o homem não tinha religiões institucionalizadas e adorava o sol. O último rudimento dessa maneira primitiva de execução coreográfica é a mais ancestral prática de Yôga: o súrya namaskara! Ocorre que o súrya namaskara é a única reminiscência de coreografia registada nas lembranças do Yôga moderno. Não constitui, portanto, característica sua. Vale lembrar que o Hatha Yôga é um Yôga moderno, um dos últimos a surgir, já no século XI depois de Cristo, cerca de 4.000 anos após a origem primeira do Yôga. Importante: o instrutor que declara ensinar SwáSthya Yôga, mas não monta a aula inteira com formato de coreografia não está transmitindo um SwáSthya 100% legítimo. Quem não consegue infundir nos seus alunos o entusiasmo pela prática em forma de coreografia, precisa fazer mais cursos e estreitar o contacto com a nossa egrégora, pois ainda não compreendeu o ensinamento do codificador do SwáSthya Yôga.

4) PÚBLICO CERTO
É fundamental que se compreenda: para tratar-se realmente de SwáSthya Yôga não basta a fidelidade ao método. É preciso que as pessoas que praticam sejam o público certo. Caso contrário, estarão tecnicamente exercendo o método preconizado, mas, ao fim e ao cabo, não estarão professando o Yôga Antigo. Seria o mesmo que dispor da tecnologia certa para produzir um determinado tipo de pão, mas querer fazê-lo com a farinha errada.

5) SENTIMENTO GREGÁRIO
O sentimento gregário é a força de coesão que nos faz crescer e tornar-nos tão fortes. Sentimento gregário é a energia que nos mobiliza para participar de todos os cursos, eventos, reuniões e festas do SwáSthya Yôga, pois isso nos dá prazer. Sentimento gregário é o sentimento de gratidão que eclode do nosso peito pelo privilégio de estar juntos e participando de tudo ao lado de pessoas tão especiais. É o poder invisível que nos confere sucesso em tudo o que a gente fizer, graças ao apoio que os colegas nos ofertam com a maior boa vontade. Sentimento gregário é a satisfação incontida com a qual compartilhamos nossas descobertas e dicas para o aprimoramento técnico, pedagógico, filosófico, ético, etc. Sentimento gregário é o que induz cada um de nós a perceber, bem no âmago da nossa alma, que fazer tudo isso, participar de tudo isso, não é uma obrigação, mas uma satisfação.

6) SERIEDADE SUPERLATIVA
Ao travar contacto com o SwáSthya Yôga, uma das principais impressões observadas pelos estudiosos é a superlativa seriedade que se percebe nos nossos textos, linguagem e procedimentos. Essa seriedade manifesta-se em todos os níveis, desde a honestidade de propósitos - uma honestidade fundamentalista - até ao cuidado extremado de não fazer nenhum tipo de doutrinação, nem de proselitismo, nem de promessas de terapia. Definitivamente, não se encontra tal cuidado na maior parte das demais modalidades de Yôga. Fazemos questão absoluta de que os nossos instrutores e alunos sejam rigorosamente éticos em todas as suas atitudes, tanto no Yôga, como no trabalho, nas relações afectivas, na família e em todas as circunstâncias da vida. Devemos lembrar-nos de que, mesmo enquanto alunos, somos representantes do Yôga Antigo e a opinião pública julgará o Yôga a partir do nosso comportamento e imagem.
Em se tratando de dinheiro, lembre-se de que é preferível perder o nobre metal do que perder um amigo, ou perder um bom nome, ou perder a classe.
Devemos mostrar-nos profundamente responsáveis, maduros e honestos ao realizar negócios, ao fazer declarações, ao evitar conflitos, em buscar aprimoramento em boas maneiras, ao cultivar a elegância e a fidalguia. o mundo espera de nós um modelo de equilíbrio, especialmente quando tivermos a obrigação moral de defender corajosamente nossos direitos e aquilo ou aqueles em que acreditamos. Fugir à luta seria a mais desprezível covardia. Lutar com galhardia em defesa da justiça e da verdade é um atributo dos corajosos. Contudo, lutar com elegância e dignidade é algo que poucos conseguem conquistar.

7) ALEGRIA SINCERA
Seriedade e alegria não são mutuamente excludentes. Você pode ser uma pessoa contagiantemente alegre e, ao mesmo tempo, seríssima dentro dos preceitos comportamentais que regem a vida em sociedade. A alegria é saudável e nos predispões a uma vida longa e feliz. A alegria esculpe nossa fisionomia para que denote mais juventude e simpatia. A alegria cativa e abre portas que, sem ela, nos custariam mais esforço. A alegria pode conquistar amigos sinceros e preservar as amizades antigas. Pode até salvar casamentos. Um praticante de Yôga sem alegria é inconcebível. Se o Yôga traz felicidade, o sorriso, e o comportamento descontraído são suas consequências inevitáveis. Entretanto, administre sua alegria para que não passe dos limites e não agrida os demais. Algumas pessoas quando ficam alegres tornam-se ruidosas, indelicadas e invasivas. Esse, obviamente, não é o caso do swásthya yôgin.

8) LEALDADE INQUEBRANTÁVEL
Lealdades aos ideais, lealdade aos amigos, lealdade ao seu tipo de Yôga, lealdade ao Mestre, são características marcantes do Yôga Antigo. No SwáSthya valorizamos até a lealdade aos clientes e aos fornecedores. Simbolicamente, somos leais mesmo aos nossos objectos e à nossa casa, procurando preservá-las e cultivar a estabilidade, ao evitar a substituição e a mudança pelo simples impulso de variar (Yôga chitta vritti nirôdhah).
Há circunstâncias em que mudar faz parte da evolução e pode constituir a solução de um problema de estagnação. Nesse caso, é claro, não se trata de instabilidade emocional. O próprio Shiva, criador do Yôga, tem como um dos seus atributos a renovação. Não há nada mais lindo do que ser leal. Leal quando os demais já deixaram de sê-lo. Leal quando todas as evidências apontam contra seu ente querido, pessoa amada, colega ou companheiro, mas você não teme comprometer-se e mantém-se leal até ao fim. Realmente, não há nada mais nobre que a lealdade, especialmente numa época em que tão poucos preservam essa virtude.
Ashtánga Sádhana:
1. Mudrá - gesto reflexológico feito com as mãos;
2. Pújá - retribuição de energia;
3. Mantra - vocalização de sons e ultra-sons;
4. Pránáyáma - expansão da bioenergia através de exercícios respiratórios;
5. Kriyá - actividade de purificação das mucosas;
6. Ásana – técnicas corporais;
7. Yôganidra - técnica de descontração;
8. Samyama - concentração, meditação e samádhi;

Extraído do livro “Tratado de Yôga”, do Mestre DeRose, considerado o livro mais completo do mundo sobre Yôga.

Workshop "Percussão ecológica" com os be-dom, sábado dia 15


Descubra neste 1º módulo

1.que todos somos musicais por natureza e, por isso, pode e deve divertir-se a fazer música "a custo zero"
2.como pode ensinar ecologia construindo música com lixo, "criando ordem a partir do caos"
3.que pode viver de forma mais inteligente utilizando uma característica que todos temos: a criatividade
4.que pode aprimorar os seus talentos seguindo os princípios dos maiores músicos da História

(workshop destinado a adultos e jovens maiores de 15 anos)
www.freeflow.pt

O QUE É O YÔGA?

Mestre DeRose
“Yôga é qualquer metodologia prática que conduz ao Samádhi.”
Esta é a definição que propus em vários congressos internacionais e que, afortunadamente, tornou-se uma das mais aceites por todos os tipos de Yôga, os quais consideram-na a única que abarca as propostas de todos.

Samádhi é o estado de consciência que só pode ser desenvolvido pelo Yôga. Samádhi está muito além da meditação. Para conquistar esse nível de megalucidez, é necessário operar uma série de metamorfoses na estrutura biológica do praticante.

Isso requer tempo e saúde. Então, o próprio Yôga, em suas etapas preliminares, providencia um acréscimo de saúde para que o indivíduo suporte o empuxe evolutivo que ocorrerá durante a jornada; e provê também o tempo necessário, ampliando a expectativa de vida, a fim de que o yôgin consiga, em vida, atingir a sua meta.

Os efeitos sobre o corpo, sua flexibilidade, fortalecimento muscular, aumento de vitalidade e administração do stress, fazem-se sentir muito rapidamente. Mas para despertar a energia chamada kundaliní, desenvolver as paranormalidades e atingir o samádhi, precisa-se do investimento de muitos anos com dedicação intensiva.

Por isso, a maioria dos praticantes de Yôga não se interessa pela meta da coisa em si (kundaliní e samádhi). Em vez disso, satisfaz-se com os fortes e rápidos efeitos sobre o corpo e a saúde.

O Yôga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar os músculos, articulações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos, etc. Através de exercícios físicos belíssimos, fortes, porém que respeitam o ritmo biológico do praticante.

A prática completa do SwáSthya Yôga compreende oito tipos de técnicas (mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidra, samyama) que vão actuar em oito áreas distintas, promovendo um aperfeiçoamento multilateral.

Extraído do livro “Tudo sobre Yôga”, do Mestre DeRose