"Jogos Tradicionais: Construção e Dinamização".

A Associação de Ludotecas de Famalicão vai realizar um workshop no dia 25 de Novembro de 2009, entre as 19h e as 21h, subordinado ao tema: "Jogos Tradicionais: Construção e Dinamização".

Esta sessão é dirigida a todos os profissionais que se dediquem à dinamização lúdico-pedagógica de grupos, nomeadamente Educadores, Professores, Animadores Culturais, Auxiliares de Acção Educativa, entre outros. Para além destes, a acção está aberta a qualquer outro interessado no tema.

Informamos ainda que as vagas estão limitadas a um máximo de 20 participantes seleccionados de acordo com a data de realização da inscrição. Todas as inscrições serão devidamente confirmadas, via e-mail ou telefone.

Telefone: 252 374 480

A História do Tantra

O Tantra é uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras.

De onde surgiram essas características? A maior parte das sociedades primitivas não-guerreiras as tinham.

Toda sociedade na qual a cultura não era centrada na guerra, valorizava a mulher e até mesmo a divinizava, pois ela era capaz de um milagre que o homem não compreendia nem conseguia reproduzir: ela dava a vida a outros seres humanos. Gerava o próprio homem. Por isso era adorada como encarnação da divindade mesma. E mais: através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Ainda hoje ela é reverenciada como deusa no Tantra.

Daí, a qualidade matriarcal. Dela desdobram-se as outras duas características. A mãe dá à luz pelo seu ventre – isso é sensorial. Alimenta o filho com o seu seio – isso é sensorial também. Não poderia ser contra a valorização do corpo, não poderia ser anti-sensorial como os brahmácharyas. A mãe é sempre mais carinhosa e liberal do que o pai, até mesmo pelo fato de o filhote ter nascido do corpo dela e não do dele. E também porque é da natureza do macho ser mais agressivo e menos sensível. Pode ser que tal comportamento tenha muita influência cultural, mas é reforçado, sem dúvida, por componentes biológicos.

Por tudo isso e ainda como conseqüência da sensorialidade, desdobra-se a qualidade desrepressora do Tantra. O impulso pelo prazer não é obliterado ou reprimido como ocorre noutras linhas comportamentais. Pelo contrário, o Tantra considera o prazer como uma via bastante válida na conquista do desenvolvimento interior.

Assim era o povo drávida, que vivia antigamente no território hoje ocupado pela Índia. Assim era o Tantra que nasceu desse povo e assim era o Yôga que existia naquela época: um Yôga tântrico.

Mas um dia a Índia começou a ser invadida por hordas de sub-bárbaros guerreiros, os áryas ou arianos.

Ao guerreiro não podem importar o envolvimento mais profundo com a mulher nem a conseqüente família e o afeto. Seria até incoerente. Ele não pode ter laços que o amoleçam ou se sentirá acovardado diante da expectativa da luta e da morte sempre iminente. Então, ele torna-se contra a influência da mulher que frenaria sua liberdade e seu impulso belicoso. É contra os prazeres que o tornariam acomodado. É contra a sensorialidade, pois também não pode se permitir sensibilidade à dor durante o combate ou perante a tortura. Por isso tudo, ele é anti-sensorial, restritivo à mulher e contra o prazer. Por conseqüência, torna-se repressor, pois começa a proibir o sexo, a convivência com a mulher e os prazeres em geral. Depois expande essa restrição, tornando-a uma maneira de ser, uma filosofia comportamental.

Quando os arianos ocuparam a Índia há 3.500 anos, impuseram a cultura brahmácharya (patriarcal, anti-sensorial e repressora), proibindo, portanto, a cultura tântrica (matriarcal, sensorial e desrepressora) por ser oposta ao regime vigente. Quem praticasse o Tantra e reverenciasse a mulher, ou divindades femininas, seria acusado de subversão e traição. Como tal, seria perseguido, preso e torturado até a morte.

Dessa forma, com a sua proibição por razões culturais, raciais e políticas, o Tantra se tornou uma tradição secreta. Continua assim até hoje, pois continuamos vivendo num mundo marcantemente brahmácharya, não apenas na Índia, mas na maior parte das nações.



O Yôga primitivo, de raízes Tantra e Sámkhya, foi resgatado na atualidade e sistematizado com o nome de Swásthya Yôga.

Consta que uma das razões que contribuíram para a queda do Império Romano teria sido a introdução dos banhos quentes como hábito cotidiano, os quais teriam arrefecido a têmpera dos seus, antes, bravos guerreiros. No Brasil, para domar a fibra dos temíveis índios cinta-largas, do Amazonas, os construtores da estrada Transamazônica usaram... açúcar!

Autobiografia, de Swámi Sivánanda, Editora Pensamento, página 140.

Em vários livros de Yôga de linha brahmácharya encontra-se a proibição de se utilizar alho e cebola na alimentação, enquanto nos de Yôga tântrico esses dois alimentos são considerados muito úteis à saúde. É que, por serem bastante energéticos, costumam aumentar a energia sexual de quem os utilize e, como os brahmácharyas são contra a expressão da sexualidade, tais alimentos são tachados de "piores do que a carne".

Artigo extraído do livro Tantra a sexualidade sacralizada. Autor: DeRose.
A Associação de Ludotecas de Famalicão tem um novo serviço de educação e formação parental, desenvolvido a pensar em todos os pais, famílias e encarregados de educação.
Na verdade, as recentes mudanças ocorridas na estrutura social e familiar acarretam vários desafios para o desempenho das funções parentais nos dias de hoje. Também os contributos teóricos da psicologia, concretamente nas áreas de estudo das relações precoces e dos estilos parentais, bem como, da importância da família para o desenvolvimento e equilíbrio infanto-juvenil, vêm encorajar o crescente investimento nesta área de intervenção.

Educar nos dias de hoje implica a resolução de múltiplos desafios. A experiência de ser pai e mãe obriga a uma constante adaptação, que deverá ser encarada como uma contínua aprendizagem de todos os intervenientes da família.

A Associação de Ludotecas de Famalicão, no seguimento das directrizes nesta área, pretende desenvolver, a partir de Janeiro de 2010, um programa de Educação Parental com o objectivo de abordar os seguintes conceitos: importância da modelagem parental, compreensão dos sentimentos da criança, comunicação activa entre pais e filhos, medidas disciplinares, e encorajamento da criança para a resolução dos seus problemas. O programa decorrerá às Sextas-feiras das 18:30h às 20:00h ou aos Sábados das 9:30h às 11:30h, onde o serviço de babysitting será assegurado durante as sessões.

Desde já, agradecemos a todos a colaboração na divulgação deste novo serviço.
Para inscrições e mais informações poderão contactar o Técnico de Psicologia da Associação, Dr. Paulo Coelho, através do 252374480 ou alf_paulo@iol.pt

DeRose explana sobre a semente rudraksha

Chai – Chá indiano com especiarias

Ingredientes:

1 litros de água mineral
1/2 copo de açúcar refinado no copo fino
2 paus de canela tamanho médio
1/2 copo de gengibre ralado prensado no copo fino
1/2 copo de leite ninho em pó no copo grande
1 colheres de chá preto inglês rasa
3 sementes de cardamomo
Preparo:

Medir 1 litro de água;
Separar 100ml de água para diluir bem o leite;
O restante por para ferver;
Por as sementes de cardamomo no pilão e triturar;
Lavar bem o gengibre e ralar;
Por o açúcar e a canela de pau na panela e levar ao fogo;
Utilizar uma colher de pau para mexer até abrir a canela. Tome cuidado para não queimar;
Adicionar o gengibre limpo e ralado e o cardamomo. Misturar bem e deixe até que o gengibre solte um caldo;
Acrescentar a água aquecida;
Deixar ferver em fogo baixo durante 5 minutos. Mexer;
Adicionar o leite em pó já diluído e deixar aquecer durante 1 minuto. Não ferver o leite;
Desligar o fogo e acrescentar o chá preto. Deixe durante 1 minuto para descansar com a panela tampada;
Escaldar a garrafa térmica em água quente;
Coar o chai na peneira e depois experimentar, se necessário adoece mais neste instante;
Coar novamente no coador de pano com o funil para a garrafa térmica;
Pronto! Agora é só se deliciar com um saboroso chai indiano. A aparência deve ser de um café com leite claro, sabor adocicado e picante por conta do gengibre.

Aproveite!

in, http://casadoyoga.com.br/artigo_alimentacao_chai.html